É fantástico poder
partilhar algo que foi muito importante em minha vida: a leitura e escrita, bem
como poder conhecer as histórias dos colegas do fórum. Na minha infância
algumas coisas e pessoas necessárias foram ausentes, então descobri a magia da
leitura por meio de uma professora que lecionava na quinta série. Ela levava
livros da coleção vaga-lume, nós alunos escolhíamos, líamos e depois fazíamos
apresentações orais. Ao abrir o livro para ler, como citou Marilena Chauí,
abriu-se a porta de outros mundos para mim. Ler passou a ser uma das poucas
coisas boas que eu tinha naquela época. Eu fui para a ilha junto com aquelas
crianças do livro “A ilha perdida”, aventurei-me com o repórter Aquiles quando
ele tentava obter pistas sobre “Tráfico de Anjos”. E Rubem Alves tem razão
quando diz que a leitura transforma, ela transformou a minha vida porque passou
– nas palavras de Antonio Candido - a enriquecer minha visão de mundo.
O depoimento do Gabriel
Pensador sobre redação fez lembrar-me de uma experiência que tive com a escrita
e que me marcou; foi na quarta série, a professora leu minha redação sobre as
férias, e me senti enxergada por meio da escrita, do texto que havia feito, me
senti importante e assim como Gilberto Gil, tenho lembranças da minha avó
paterna lendo histórias bíblicas, eu tinha apenas cinco anos e adorava ficar
sentada no colo dela ouvindo.

Ao ler o depoimento de Danuza Leão (Jornalista), eu me identifiquei com ela, porque menciona que adora ler e lê qualquer coisa que chegue às suas mãos, sem discriminação e eu também faço isso, gosto muito de ler. Eu penso que também sou uma “Anarquista Mental”, pois não escolho um livro por estar na moda ou na lista dos mais vendidos, quando quero ler simplesmente vou a uma livraria e fico horas lendo a contra capa ou o prefácio até me decidir pela leitura.
ResponderExcluirEu sou a filha mais velha de sete filhos, aprendi a ler na escola e por incentivo da minha mãe que ficava o tempo todo falando que eu tinha que ler tudo que aparecia na minha frente para treinar. Na minha casa tínhamos um quadrinho de Cristo pregado na cruz com os dizeres: “ Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao pai senão por mim”. João 14:6, minha mãe me mandava ler aquele quadro todos os dias para ver como eu estava na leitura. Ela falava, ainda, que era para eu ler os Outdoors que havia na cidade, mesmo se eu estivesse dentro de um ônibus, porque assim eu aprenderia a ler rapidamente.
Com essas dicas, minha mãe foi a grande incentivadora dos filhos e só uma informação, ela mal sabia ler e mesmo assim ajudou seus filhos em suas leituras, outra coisa, o quadrinho ainda está lá na casa dela e agora vai servir aos netos, segundo ela.
Oi, Priscilla! O mais importante que você aprendeu, foi viajar com a leitura. Acredito que essa é a maior magia! Cheguei a me envolver tanto com um livro, que passei por uma situação muito engraçada. Lia no ônibus, meu irmão sentado ao meu lado. Chegando em nosso ponto, ele se levantou, deu sinal e eu não percebi. Quando o ônibus já estava quase saindo, isso depois de esperar alguns minutos, ele gritou e eu acordei (voltei à realidade). Ainda bem que a leitura nos permite essa façanha. Abraços.
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